All the physical and intellectual senses have been replaced by the simple alienation of all these senses, the sense of having (…) (MARX apud Benjamin, 1999, 209)
I can, in practice, relate myself humanly to an object only if the object relates itself humanly to man. (MARX apud Benjamin, 1999, 209)
The positive countertype of the collector - which also, insofar as it entails the liberation of things from drudgery of being useful, represents the consummation of the collector - can be deduced from these words of Marx: “Private property has made us so stupid and inert that an object is ours only when we have it, when it exists as capital for us, or when … we use it”. (MARX apud Benjamin, 1999, 209)
O colecionador é um, de uma completa galeria de tipos, a saber, o trapeiro, o flâneur e o alegorista - e, em um sentido muito especial, o próprio revolucionário. Todos se vinculam por manterem em seu íntimo, como elemento constitutivo, o mesmo espírito que anima o colecionador, ou seja, a reunião das coisas na coleção - sejam elas materiais no sentido estrito, ou refiram-se a imagens, na qualidade de representação e figuração da coisa, mas também de sua presença. Agem estes tipos, em grande medida, como quem combate o tempo, retendo-o e condensando-o, por intermédio da cristalização, que a coleção implica. Este monumento que erigem contra o tempo - em sua formulação corrente e mecânica - traz para a existência um elemento de estranheza, que tem por fundamento exata e precisamente a representação da realidade como constelação de fragmentos, os quais, em sua materialidade e realidade extremas, são uma denúncia da inverossimilhança daquela mesma realidade, mas já como prenúncio de um outro mundo possível.
O colecionador pretende salvar as coisas da morte (do descaso e do abandono), reunindo-as e acolhendo-as, como quem aguarda que elas ressuscitem. Quer emprestar às coisas uma nova possibilidade de existência; um novo estar na história - para o que se cerca da história de cada elemento que reúne. Parece razoável supor que não o faz - no que é seguido pelos tipos que lhe correspondem - com um propósito racional, mas antes, e pelo contrário, é possuído por uma saudade melancólica, uma reminiscência lúdica1 da coisa2. Não se relaciona com ela, portanto, segundo sua funcionalidade, mas através de seu poder figurativo, no interior de um mundo lúdico e onírico. Em sua ânsia de reunir e de colecionar este tipo confere ao existente uma possibilidade de representar a si mesmo, não como aquilo que é idêntico, mas como tensão: nas figurações arcaicas e excêntricas que se associam à coleção (e àquilo que é rememorado) o que se predicava como novo é atraído para sua própria face, que se lhe apresenta agora, igualmente, como decadência necessária e decrepitude3.
Ocorre aqui, portanto, uma sucessão de choques, que opõem o existente a si mesmo, através de imagens alegóricas e dissonantes com a “época”, as quais conservam, à força, como determinação imanente à coleção, um espaço vazio entre aquele mesmo existente e o tempo em que “de fato” existe. A coleção é extemporânea e, exatamente devido ao fato de ter sido instituída como resistência à morte necessária dos objetos que a compõem, permanece no tempo como índice de estranhamento; um questionamento do presente e do fático, no exato momento em que estes se colocam.
What is decisive in collection is that the object is detached from its all original functions in order to enter into the closest conceivable relation to things of the same kind. This relation is the diametric opposite of any utility, and falls into the peculiar category of completeness. What is completeness? It is a grand attempt to overcome the wholly irrational character of the object’s mere presence at hand through its integration into a new, expressly devised historical system: the collection. And for the true collector, every single thing in this system becomes an encyclopedia of all knowledge of the epoch, the landscape, the industry, and the owner from which it comes. It is the deepest enchantment of the collector to enclose the particular item within a magic circle, where, as a last shudder runs through it (the shudder of being acquired), it turns to stone. Every thing, remembered, everything though, everything conscious becomes socle, frame, pedestal, seal of this possession. It must not be assumed that the collector, in particular, would find anything strange in the topos hyperouranios - that place beyond the heaven which for Plato, shelters the unchangeable archetypes of things. He loses himself, assuredly. But he has the strength to pull himself up again by nothing more than straw; and from out the sea of fog that envelops his senses rises the newly acquired piece, like an island. - Collecting is a form of practical memory, and all of the profane manifestations of “nearness” is the most binding. Thus, in a certain sense, the smallest act of political reflection makes for an epoch in the antiques business. We construct here an alarm clock that rouses the kitsch of the previous century to “assembly”. (BENJAMIN, 1999, p. 204-205)
(Albrecht Dürer, 1514)4
O colecionador subtrai, portanto, a coisa sem uso da ordem do existente, onde remanesce de maneira inarticulada e aleatória, quando não diretamente relegada ao descaso e ao abandono, para integrá-la a um sistema ao qual ela se reúne como pertinência legítima. Esta operação, contudo, tem um preço, qual seja, a coisa salva da morte necessária é conservada eternamente jovem por meio de sua fixação, não como aquilo que pára no tempo, mas na condição do que é dele extraído. Sob este aspecto a coisa é elevada até àquela altura em que tudo se transforma, de algum modo, em objeto de culto.
The collector actualizes latent archaic representations of property. These representations may in fact be connected with taboo, as the following remark indicates: “It … is … certain that taboo is the primitive form of property. At first emotively and “sincerely”, then as a routine of legal process, declaring something taboo would have constituted a title. To appropriate to oneself an object is to render it sacred and redoubtable to others; it is to make it ‘participate’ in oneself”. N. Guterman and H. Lefebvre, La Conscience mystifiée. (Paris, 1936), p. 228. (BENJAMIN, 1999, p. 209-210)
Na coleção existe, portanto, um vislumbre da eternidade, desde que se compreenda que ele é contíguo à própria noção do efêmero e do transitório, do prosaico e do profano. Na coleção o colecionador tanto se aproxima da morte - a ponto de vê-la imediatamente representada, e com sua exata face -, quanto dela se afasta, na medida em que se mantém continuamente integrando novos itens àqueles anteriormente colecionados5. Seu amor do sistema é a superação da dispersão em que encontra o mundo, mas tanto quanto almeja uma organização, olha para ela como a propriedade que prenuncia a morte iminente, através da fossilização tendencial do que é colecionado. Esta tensão o obriga a manter o sistema aberto, incluindo recorrentemente novos itens, que afastam para um futuro próximo a morte que o espreita, com o próprio olho da coleção (que estando reunida se encontra, de princípio, sob o signo da desintegração, da volta ao indiferenciado). Este impulso recorrente de volta à coisa aproxima o colecionador do alegorista - tanto quanto do flâneur, que coleciona imagens da cidade.
Perhaps the most deeply hidden motive of the person who collects can be described this way: he takes up a struggle against dispersion. Right from the start, the great collector is struck by the confusion, by the scatter, in which things of the world are found. It is the same spectacle that so preoccupied the men of Baroque; in particular, the world image of allegorist cannot be explained apart from the passionate, distraught concern with this spectacle. The allegorist is, as it were, the polar opposite of the collector. He has given up the attempt to elucidate things through research into their property and relations. He dislodges things from their context and, from the outset, relies on his profundity to illuminate their meaning. The collector, by contrast, brings together what belongs together; by keeping in mind their affinities and their succession in time, he can eventually furnish information about his objects. Nevertheless - and this more important than all differences that may exist between them - in every collector hides an allegorist, and in every allegorist a collector. As far as the collector is concerned, his collection is never complete; for let him discover just a single piece missing, and everything he’s collected remains a patchwork, which is what things are for allegory from the beginning. O the other hand, the allegorist - for whom objects represent only key words in a secret dictionary, which will make known their meanings to the initiated - precisely the allegorist can never have enough of things. With him, one thing is so little capable of taking the place of another that no possible reflections suffices to foresee what meaning his profundity might lay claim for each one of them. (BENJAMIN, 1999, p. 211)
A razão pela qual a coleção se impõe como algo distinto do existente, em que pese sua materialidade e sua presença, consiste do fato de que não ela não se compõe como um salto do colecionador em direção a seus objetos, mas por meio da irrupção contínua destes na vida daquele que coleciona. O colecionador não vai ao passado, mas, em sentido completamente oposto, injeta sangue no passado, para que ele tenha uma vida efetiva no presente. Na coleção, esse mesmo passado redivivo, assume não apenas seu caráter mágico e lúdico, mas igualmente seus poderes aterradores e sombrios; sua energia de combate para opor-se ao existente como mineralização.
The true method of making things present is to represent them in our space (not represent ourselves in their space). (The collector does just this, and so does the anecdote). Thus represented, the things allow no mediating construction from out “large context”. The same method applies, in essence, to the consideration of great things from the past - the cathedral of Chartes, the temple of Pestum - when, that is, a favorable prospect presents itself: the method of receiving the things into our space. We don’t displace our being into theirs; they step into our life. (BENJAMIN, 1999, p. 206)
É exatamente neste ponto que o revolucionário, como tipo, se aproxima do colecionador. A revolução ocorre como uma ruptura com o contínuo da história, ou ainda, através da superação do tempo mecânico pela irrupção do tempo messiânico, que corresponde, à sua vez, a uma saturação do próprio tempo, que passa a se ver inundado com tudo aquilo que a história - como as classes dominantes a tem concebido -, se recusou a carregar: seus dejetos e rejeitos, imagens arcaicas; ruínas. A obra do historicismo, que procura relegar ao irresgatável e ao completamente sombrio, toda a barbárie de que a história sempre esteve grávida, é, por este recurso, suplantada, tornando irresistível a inflexão do tempo sobre si mesmo, como um espasmo, de que deve advir não o futuro como o completamente novo, mas o total reordenamento do tempo, segundo os requerimentos e necessidades dos deserdados de todas as épocas. Esta saturação da história com as representações que ela mesma havia denegado ocorre pela ação do sujeito revolucionário6, que mobiliza o passado - e todo ele - para os propósitos do presente, qual seja, o de explodir a recorrência do igual sobre si mesmo, processo com base no qual a ordem se eterniza.
“Precisamos da história, mas não como precisam dela os ociosos que passeiam no jardim da ciência.”
Nietzsche, Vantagens e desvantagens da história para a vida
O sujeito do conhecimento histórico é a própria classe combatente e oprimida. Em Marx, ela aparece como a última classe escravizada, como a classe vingadora que consuma a tarefa de libertação em nome das gerações de derrotados. Essa consciência, reativada durante algum tempo no movimento espartaquista, foi sempre inaceitável para a social-democracia. Em três decênios, ela quase conseguiu extinguir o nome de Blanqui, cujo eco abalara o século passado. Preferiu atribuir à classe operária o papel de salvar gerações futuras. Com isso, ela a privou das suas melhores forças. A classe operária desaprendeu nessa escola tanto o ódio como o espírito de sacrifício. Porque um e outro se alimentam da imagem dos ante-passados escravizados, e não dos descendentes liberados., (BENJAMIN, Walter. Sobre o conceito da história. Obras escolhidas. Vol. 1. Magia e técnica, arte e política. Ensaios sobre literatura e história da cultura. Prefácio de Jeanne Marie Gagnebin. São Paulo: Brasiliense, 1987, p. 222-232. - nota 13)
A explosão do contínuo da história decorre, igual e complementarmente, do fato segundo o qual uma época levada a refletir-se, ou seja, colocada frente a frente com sua “face”, causa horror a si mesma, ao perceber-se também como sombra. Este terror, contudo, é duplo, pois a coisa que causa horror a si mesma é, ao mesmo tempo, o homem que se olha com terror: artífice da barbárie que, agora, reconhece em toda sua extensão, na história como tempo saturado. O homem desperto de seu sono dogmático não pode deixar de se ver com desespero, pois se reconhece não como a figura que eternamente se redime no novo Adão, mas como perpetrador inconsciente, e por isso mesmo eternamente reincidente, de toda a sorte de crimes que imaginava haver expiado e resgatado.
Uma Gravura Fantástica
Este espectro invulgar tem apenas por traje,
A ornar-lhe a fronte nua qual grotesco ultraje,
Um medonho diadema herdado ao carnaval.
Sem espora ou chicote, ele instiga o animal,
Como ele a um tempo apocalíptico e esquelético,
A espumar pelas ventas como um epiléptico.
Cavalgam ambos rumo às cúpulas do espaço,
Calcando o azul do céu com temerário passo.
O cavaleiro brande um sabre que resplende
Sobre as turbas sem nome que o corcel ofende,
E a sós percorre, como um rei que o lar visite,
O imenso e frio cemitério sem limite,
Onde repousa, à luz de um sol pálido e terno,
Quanto povo existiu, desde o antigo ao moderno.
(As Flores do Mal. Charles Boudelaire)
A revolução, portanto, é um flash, uma intromissão do absoluto no efêmero, o momento do reconhecimento da unidade entre o elevado e o abissal; o numinoso e o sombrio: a história não como culminação no presente, mas como necessidade de superação do presente. Compreensão total e irrecusável, portanto, da necessidade da transformação. O revolucionário não perde esta oportunidade, seja porque ela é a realização de seu trabalho, seja porque se aproveita do momento para seus fins, fixando-o:
O materialista histórico não pode renunciar ao conceito de um presente que não é transição, mas pára no tempo e se imobiliza. Porque esse conceito define exatamente aquele presente em que ele mesmo escreve a história. O historicista apresenta a imagem “eterna” do passado, o materialista histórico faz desse passado uma experiência única. Ele deixa a outros a tarefa de se esgotar no bordel do historicismo, com a meretriz “era uma vez”. Ele fica senhor das suas forças, suficientemente viril para fazer saltar pelos ares o continuum da história. (BENJAMIN, Walter. Sobre o conceito da história. Obras escolhidas. Vol. 1. Magia e técnica, arte e política. Ensaios sobre literatura e história da cultura. Prefácio de Jeanne Marie Gagnebin. São Paulo: Brasiliense, 1987)
A Loucura
Angelo Bronzino
http://br.wikipedia.org/wiki/Angelo_Bronzino
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1 É preciso manter em mente as referências que Benjamin faz à coleção sob o aspecto estritamente lúdico, como aparece, por exemplo, com relação às coleções de livros infantis, de que ele próprio era aficionado. Na coleção remanescem elementos que vão da mais intensa luminosidade ao profundamente soturno, uma vez que, ela mesma, tem uma natureza alegórica. O filme The collector (Willian Wyler, 1965) explora os elementos sombrios de maneira razoavelmente competente. Lembro-me de tê-lo assistido, em criança, com um misto de prazer e horror, uma vez que exposto acidentalmente àquela figura, que se via condenada a colecionar borboletas, para capturar a beleza extrema de suas variedades e forma, com a meta de fixá-las em uma representação do belo, em sua qualidade de igualmente eterno - atividade sísifa, devidamente figurada nas caixas envidraçadas, em que aquelas mesmas borboletas se viam recorrentemente sacrificadas em tributo à sua beleza. A eternização do belo através dos atos simultâneos da figuração e extinção da vida do que é representado, como vampirização mesmo de sua energia vital, retorna constantemente como tema ao longo da história. Um exemplo fantástico desta construção pode ser encontrado em O espelho oval de Edgar Allan Poe, cujos desenvolvimentos permitem legitimamente relacionar o filme citado (The Collector) com Boxing Helena (Jennifer Lynch, 1993), em que o amor da coisa, levado ao paroxismo, corresponde ao seu sistemático desfazimento.
2 Há que se colocar na adequada perspectiva a natureza psíquica do colecionador. Para Freud há um vínculo entre a atividade de colecionar e a fixação na fase sádico-anal da libido. Não se trata, contudo, de analisar uma eventual psicopatolgia, mas de compreender porque ao relacionamento funcional e hedonista com a coisa se opõe um comportamento que tem os traços da patologia. Não se indica aqui, justamente, que uma relação “sã” com a coisa pressupõe a própria superação da ordem e que, portanto, nesta mesma ordem, todo a interação com a natureza está mediada por potências inconscientes - seja naquilo que a ordem considera adequado, ou nas manifestações que entende anormais?
3 Em O advogado do Diabo (Taylor Hackford, 1997) este aspecto sombrio do existente é explorado recorrentemente pelos efeitos especiais, havendo um foco muito preciso sobre os elementos soturnos do feminino, assim como sobre as profundezas abissais encerradas na própria beleza. Em que pese tratar-se claramente de filme B e se apresentar de modo cru aquilo que deveria constar como índice, há um certo interesse nas imagens que emergem do filme.
Montagem a partir do excerto
4 1. A sigla Melancolia (vertical roxa dividindo um retângulo preto) pode ser considerada como a abreviatura de uma imagem, precisamente da gravura Melencolia I (1514) de Albrecht Dürer (...). Nesse enquadramento sombrio, temos, em forma de representação alegórica, a reflexão do artista sobre o seu trabalho. Reflexão como interrupção.
Esta é figurada na sigla pelo traço roxo que corta e, na gravura, pela incidência dos raios do astro, assim como pela aparição do arco-íris. A cor roxa, segundo Paul Klee, marca o ponto em que o círculo das cores, calcado sobre o modelo do arco-íris, é partido. O artista interrompe seu trabalho e medita, como se dialogasse com outra esfera, transcendental. Em seu livro sobre o drama barroco alemão, Benjamin oferece uma visão do gênero e da época através de sua interpretação dessa gravura. Trata-se de uma alegoria da própria idéia de construção, de uma imagem da condição do artista nos tempos modernos que surgem no horizonte. Na folha de Dürer, pode-se descobrir todo um repertório de formas que Benjamin utilizou em suas siglas: pontos como os que representam o olhar da Melancolia ou o traçado do instrumento que ela segura nas mãos e que pode servir ao mesmo tempo para escrever, desenhar e medir: servir, em suma, à criação; linhas como as da perspectiva ou as que se cruzam na ampulheta como representação do tempo, ou ainda as linhas onduladas configurando o corpo do cão que dorme e sonha ou do demônio nefasto flutuando na atmosfera; planos como o círculo que representa a esfera, emblema da concentração; o quadrado mágico e o enquadramento da cidade no fundo; ou enfim, no centro, o enigmático emblema da pedra, com sua combinação de triângulos. (WILLI, Bolle. As siglas em cores no Trabalho das Passagens, de W. Benjamin).
Fonte:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_pdf&pid=S0103-40141996000200003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt.)
5 At the conclusion of Matière et Mémoire, Bergson develops the idea that perception is a function of time. If, let us say, we were to live vis-à-vis some things more calmly and vis-à-vis others more rapidly, according to a different rhythm, there would be nothing “subsistent” for us, but instead everything would happen right before our eyes; everything would strike us. But this is the way things are for the collector. They strike him. How himself pursues and encounters them, what changes in the ensemble of items are affected by a newly supervening item - all this shows him his affairs in constant flux. (…) (BENJAMIN, 1999, p. 205)
6 Este é seguramente um dos conceitos mais complexos e controversos do marxismo em geral e das concepções teóricas que sobre ele se fundamentam. Esta questão não pode ser enfrentada aqui, simplesmente porque ela nos levaria até o ponto que requereria um livro completo apenas para si. É preciso ressaltar, contudo, que a revolução, a atividade e o sujeito revolucionário têm caráter bastante específico em Benjamin, ponto este com o qual iremos lidar ao longo de nossos desenvolvimentos.

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